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Goiânia

Goiás avança com nova reforma estatutária e retorno ao modelo presidencialista

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O Conselho Deliberativo do Goiás Esporte Clube avança com uma proposta de reformulação completa do estatuto da agremiação. A iniciativa, liderada por Paulo Rogério Pinheiro, prevê o retorno ao modelo presidencialista e a substituição do documento atual por um novo texto composto por 85 artigos. O processo de análise e votação deve se encerrar até agosto de 2026.

Principais mudanças no novo estatuto

A reformulação elimina o sistema colegiado do Conselho Administrativo e institui um presidente executivo com autonomia para decisões. O modelo inclui ainda cinco vice-presidências e a contratação de diretores remunerados para execução profissional das atividades. Aroldo Guidão, atual presidente do Conselho Administrativo, participa das discussões junto com demais diretores e conselheiros do clube.

No futebol tem que ter alguém que manda, alguém que responde e que aguenta as pancadas do futebol

Paulo Rogério Pinheiro

Segundo Pinheiro, o estatuto vigente foi elaborado de forma acelerada e apresenta erros e ambiguidades que podem gerar consequências graves. A proposta busca corrigir essas falhas para melhorar a gestão financeira e operacional do Goiás.

Processo de votação e prazos

O Conselho Deliberativo terá prazo mínimo de 15 dias para analisar o texto e sugerir alterações. Após essa etapa, o estatuto será votado de forma fechada no Conselho e, em seguida, encaminhado à Assembleia Geral para aprovação final pelos associados. Pinheiro destacou que a votação será única, sem possibilidade de emendas no momento da decisão.

Como esse estatuto foi totalmente reescrito e agora são 85 artigos. O Conselho terá um tempo mínimo de 15 dias para analisar e dar sugestão. Após será votado de forma “estatuto fechado”, no Conselho e depois encaminhado a Assembleia Geral, onde também os associados terão acesso com antecedência, mas irão também apenas votar sim ou não, votação única

Paulo Rogério Pinheiro

Objetivos da reformulação

A mudança visa agilizar contratações e definir claramente responsabilidades no departamento de futebol. Pinheiro ressaltou que o modelo atual exige reuniões formais do Conselho Administrativo inteiro, o que atrasa decisões em até 15 dias. Com o novo sistema, o presidente executivo e o diretor correspondente poderão agir de forma mais rápida e transparente. O dirigente afirmou que não pretende concorrer a cargos executivos no clube e que a venda de atletas deve ajudar a regularizar pendências financeiras até o início de 2026.

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