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Adson Batista revela que elenco do Atlético custa R$ 2 milhões e cobra melhor desempenho

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Após a derrota de virada do Atlético Clube Goianiense para o Goiatuba, fora de casa, na última rodada da fase de classificação do Campeonato Goiano, o presidente rubro-negro, Adson Batista – concedeu entrevista coletiva e fez um discurso duro e bastante crítico em relação ao momento vivido pelo Dragão. O revés, sofrido nos minutos finais no Estádio Divino Garcia Rosa, escancarou problemas que, segundo ele, já vêm se repetindo há várias rodadas.

Adson Batista afirmou que o desempenho do Atlético está muito abaixo do esperado e apontou diretamente para a desorganização da equipe, citando falhas no trabalho diário e no comportamento coletivo dentro de campo. “O time está desorganizado, não tem encaixe. A gente não vê treinamento refletido no jogo. É um time moroso, lento, sem competitividade. Isso já vem acontecendo há alguns jogos”, afirmou.

Na avaliação do dirigente, o único momento realmente convincente da equipe na competição foi o clássico vencido diante do Vila Nova. Fora isso, o rendimento ficou aquém do nível exigido para um clube que briga por títulos. “Sendo bem sincero, o único jogo convincente do Atlético foi o clássico. Depois disso, a gente sempre tenta achar desculpa, mas não dá mais. O time não evoluiu”, disparou.

Adson Batista também foi enfático ao dizer que começa a enxergar que alguns atletas já demonstraram não ter condições de vestir a camisa rubro-negra, destacando que a equipe chega à fase decisiva do campeonato em um cenário preocupante. “Estou chegando à conclusão de que tem jogadores que não têm condição de vestir a camisa do Atlético. A gente vai para o mata-mata de cabeça baixa, e isso é muito ruim”, disse.

Um dos trechos mais fortes da entrevista veio na comparação feita pelo dirigente sobre a postura física dos jogadores em campo diante do Goiatuba. “Parecia que os jogadores estavam de pandu cheio, como se tivessem acabado de comer uma feijoada. Não tinha força, não tinha reação, não tinha intensidade. Isso mostra que tem alguma coisa errada acontecendo”.

Por fim, o dirigente reforçou que a cobrança será intensificada e lembrou o alto custo mensal do elenco, exigindo uma resposta imediata dentro de campo. “Tem muito jogador achando que o Atlético é colônia de férias. Não é. Esse grupo custa R$ 2 milhões por mês e precisa entregar muito mais. Vai haver cobrança forte, porque o Atlético é coisa séria”, concluiu.

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