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Clubes da Série B do Brasileirão acusam desvalorização e má gestão da LFU

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Dezoito clubes que disputarão o Campeonato Brasileiro da Série B em 2026, entre eles os goianos – Atlético, Goiás e Vila Nova – divulgaram nesta um manifesto oficial demonstrando insatisfação e preocupação com a gestão do bloco comercial Futebol Forte União (FFU) – a antiga Liga Forte União (LFU) – responsável pela comercialização dos direitos de transmissão e pela negociação de contratos publicitários da competição.

No documento, os clubes afirmam que há uma “desvalorização institucional da Série B” e criticam a condução das negociações comerciais, a gestão dos contratos de transmissão e a governança dos recursos financeiros pelo bloco. As críticas apontam que as cotas de TV e de patrocínio foram depreciadas em relação ao potencial de mercado da competição, que conta com clubes de grande torcida e forte apelo esportivo.

Entre os principais pontos levantados pelos clubes estão:

  • Desvalorização do produto Série B: segundo o manifesto, a liderança trataria a segunda divisão como “acessório”, sem a devida valorização comercial e institucional.
  • Depreciação das cotas e falta de transparência: os dirigentes reclamam da falta de clareza nos processos de negociação e de critérios públicos de definição dos valores comerciais.
  • Conflito de interesses: os clubes destacam que investidores da FFU, a agência LiveMode e o canal de transmissão CazéTV têm participações cruzadas, o que, na avaliação dos signatários, “gera dúvidas sobre a imparcialidade das decisões” e prejudica a defesa dos interesses coletivos.
  • Impactos institucionais: esse arranjo seria, ainda segundo os clubes, um dos fatores que provocaram um desgaste nas relações com o Grupo Globo, principal grupo de comunicação do país.
  • Insegurança financeira: eles reclamam da ausência de previsibilidade orçamentária e cronogramas claros de repasse, o que compromete o planejamento financeiro, montagem de elenco e cumprimento de obrigações trabalhistas e tributárias.

O manifesto ainda cita como “alerta crítico” o fato de clubes como Náutico e São Bernardo terem fechado acordos de transmissão diretamente com a CBF, fora dos termos negociados pelo bloco FFU/ LFU, e defende uma revisão urgente do modelo de governança e diálogo entre os clubes e a liderança da liga.

Resposta da LFU/FFU

Em resposta à manifestação, a FFU emitiu uma nota oficial reafirmando que, ao contrário do que foi afirmado pelos clubes, “não houve estagnação ou queda de receitas”. A entidade destacou que, em 2025, cada clube da Série B recebeu cerca de R$ 14,3 milhões, valor que representa um aumento superior a 50% em relação ao que foi pago em 2024, conforme regras aprovadas em assembleia geral.

A liga também lembrou que os clubes receberam, há dois anos, investimentos significativos decorrentes da venda de parte dos direitos comerciais, e ressaltou que proposta de ampliação dos valores a serem distribuídos para 2026 foi aprovada posteriormente pelos próprios clubes.

A FFU afirmou ainda que os processos de governança seguem regras formais, com assembleias gravadas e transparentes, e se colocou à disposição para continuar o diálogo com as agremiações visando a valorização sustentável do futebol brasileiro.

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